Parabéns e o nosso obrigado a todos os que participaram!
Paulo Rebelo - Lisboa
Enquanto decorava o quarto pensava que foto intitularia como "A viagem da minha vida". Queria olhar todos os dias e recordá-la, mas não havia destino que me convencesse. Podia tirar uma semana de férias. Ilha do Sal; praia e grogue. Traria certamente muitas fotos e algumas boas recordações. Mas rapidamente o toque polifónico matinal lembrar-me-ia que há uma rotina a cumprir e uma estabilidade a preservar. Miguel, amigo freelancer, herdou uma Renault Estafette de 1974 e decidiu recuperá-la. Apareceu já a noite era longa. Consigo trazia algumas cervejas, um mapa-mundo e um saco de ideias. A noite alongou-se ainda mais e, quanto mais contava as poucas horas de sono que teria, mais o saco aumentava: no final, o peso era incalculável e a ideia irrecusável. Durante 1 mês preparámo-la. Contactámos redacções, empresas, instituições. Apresentámos a recém-nascida vontade materializada numa viagem e assente num projecto: Lisboa - Nampula a bordo da Lady Estafette. Convidámos Rui, mecânico, amigo de infância. No dia 1 de Junho abrimos 2 garrafas de champanhe e partimos os 3. Tornámos um projecto utópico em apenas arrojado e de uma forma muito eufemística fomos transformando tudo à nossa volta - os 4 meses de Ida transformaram-se em 6; Rui, médico particular da Lady, transformou vários estados de enfermidade em ligeiras indisposições; Miguel transformou mapas e rotas, num emaranhado de traços, cores e pontos de interrogação; eu, transformado a cada amanhecer, transformei todas as visões que tinha em papel de brilho mate. Enquanto isso, Lady Estafette, pavoneava-se por África ostentando coloridos autocolantes de crentes e descrentes no nosso projecto. Publicitámos organizações, distribuímos mensagens, associámo-nos a causas humanitárias e transportámos muita vontade que rapidamente se transformava em tão pouco. Em Dezembro chegámos a Nampula. Seguiram-se 150 dias de colaboração com uma ONG; Intensos e fervorosos. A 1 de Maio parámos e chorámos de alegria e cansaço. Revivemos os últimos 11 meses e deitámo-nos na areia olhando o céu. Nenhum de nós era o mesmo. Trocámos os meses por terra em algumas horas pelo ar. O mar, esse, oferecemos à Lady. No dia em que chegámos não quisemos comemoração. Aguardámos até 17 de Junho, meu aniversário, e aí sim fizemos a festa. A Lady Estafette tinha chegado! Abraçamo-nos os 4 e tirámos a foto.
Conhece as outras participações favoritas:
Ana Sofia Gama - Escapães
A viagem prometia ser longa, sem prazo. Era preciso reunir forças para acompanhar o Mekong, um dos maiores rios do mundo, que nasce no Tibete e atravessa seis países do sudeste asiático. Por cada país que atravessa recebe um nome diferente... Durante os anos de guerra permaneceu "isolado", mas mantendo-se sempre como o lar e o alimento para milhões de pessoas. O Mekong é o coração e alma desta vasta região, e eu preciso de sentir essa mística; a mística do Mekong. Atravesso o rio a partir de Chiang Rai, porta de entrada do Triângulo Dourado, outrora um imenso campo de papoilas e chego à aldeia de Huay Xay. No mercado as diferentes cores, sons e etnias misturam-se em harmonia. O sorriso nasce em cada rosto quando inclino a cabeça para saudar esta gente humilde. Compro um chapéu de "cultivador de arroz". Inicio a descida no troço em que o rio é mais rápido e onde as paisagens são mais luxuriantes. O verde das margens montanhosas contrasta com o azul do céu e a cor barrenta do rio. Em Pak Ou visito as caves dos 1000 Budas. Rodeiam-me e olham-me com serenidade. Peço-lhes protecção para a minha jornada. Retomo o rio até Luang Prabang; nos mosteiros tibetanos os jovens estudantes vestidos de laranja parecem aprovar a minha decisão. Durmo à beira-rio embalada pela sua corrente, ao acordar a vista tenta alcançar o infinito. Desço o rio que agora é fronteira física entre povos e culturas diferentes, as margens são o lar de diversas minorias étnicas que têm sobrevivido com o rio. A viagem é feita pausadamente, em pequenos barcos de madeira, com toldos desbotados pelo sol. De dia o Mekong acompanha-me, à noite durmo em casas frágeis sobre estacas e imagino o rio a descansar... O conforto da civilização está tão distante... noutra vida talvez. O tempo flui como o próprio rio, imparável, eterno, umas vezes mais lento, outras vezes mais rápido... Chego ao rebuliço de Phnom Penh no lendário Camdodja...
Ana Raposo - Leiria
Japão. A correria de Tokyo, o Jrock, os animes, os mangás, o visual kei, o Harajuku, as paisaguens japonesas e o Cosplay são algumas das minhas paixões. Mil e umas aventuras passaríamos em Tóquio. Iríamos fazer compras em Ginza, comprar vestidos lolita, coisas visual kei, CDs e mais CDs, claro roupas de cosplay. Seria um desperdício ir a Tóquio e não ir a Harakuju,o centro de todos os jovens, com estilos tão diferentes do normal... Tudo ao redor do mundo a imitar o visual key e o harajuku são todos fakes mas lá, lá é verdadeiro , assim como o verdadeiro cosplay, só se realiza neste país, portanto seria um desperdício não irmos a uma convenção, ver todas as nossas personagens favoritas, e muito mangá.wow Comeríamos montes de sushi, tempura e ramen. Claro que visitaríamos Shibuya, e conheceríamos o Toquio nocturno. Passear por aquela cidade enorme, sendo ofuscada pelos cartazes coloridos, e ver toda aquela agitação, iria ser a nossa noite de sonho. Não podíamos estar no Japão e não ver a sua parte histórica (é a que considero mais interessante). Gostava de ver o Palácio Imperial de Tóquio, e ir à região de Hakone, tomar banho no lago Ashinoko por entre as paisagens que nos pareciam irreais, com vista do monte Fuji. Também visitaria a região dos 5 lagos, e iria tomar um banho quente e relaxante às termas, De noite, ficaríamos todos a cantar e a tocar guitarra numa das paisagens com vista para o monte Fuji, debaixo do luar. Aproveitaria mais para saber sobre a cultura Japonesa, que tanto aprecio, e esta seria a minha viagem de sonho. Sayonara (adeus)
Leonardo Azevedo - Aveiro
Mundial de Futebol na África do Sul A viagem da minha vida será ir com os amigos ao Mundial de Futebol na África do Sul em 2010. O próprio facto de ir ao mundial é emocionante, todos a torcer pelo seu país, mas ao mesmo tempo estão todos unidos por uma paixão: o futebol! Na África do Sul não será diferente, porém uma coisa se destaca: é o primeiro mundial no continente africano, assim fazemos parte da história do futebol e vemos jogos em um dos 5 estádios modernos e novos que foram criados para o mundial. Acrescenta-se também que a noite, que já é agitada nas suas principais cidades, ficará ainda mais alegre, com a presença dos adeptos. A África do Sul ainda é um país fascinante para viajar nos dias que não há jogos, banhado pelos oceanos Atlântico e Indico, com 2798 Km de litoral e praias magníficas, por exemplo as da Cidade do Cabo e de Durban. Além disso, veremos a flora africana nos seus cenários deslumbrantes, como as suas savanas e montanhas verdejantes. Também podemos fazer algum Safari e ver os leões e outros animais selvagens, por exemplo no Parque Kruger. E quem acha que África é só deserto e pobreza, se engana, além dos seus diamantes também se destacam suas cidades cosmopolitas como a Cidade do Cabo e Johannesburgo. E quem disse que futebol não se mistura com vida cultural? Podemos fazer uma pausa entre os jogos para visitar algumas das atracções, por exemplo podemos visitar o museu do Apartheid (em Joanesburgo), entre outros museus, monumentos e fortes antigos. A nossa curiosidade também poderá ser suprida no contacto com a tradição dos seus povos, as danças tribais e o crepitar da fogueira. Ah! É bom lembrar que as nossas refeições serão boas e acompanhadas dos vinhos produzidos na África do Sul que são quase tão bons quanto os nossos, e se quisermos comer comida portuguesa não é difícil de encontrar. Mas o mais importante de tudo é ver os jogos da nossa selecção e torcer por Portugal, pois dessa vez seremos campeões!!!!
Inês Beijinha - Portel
Viajantes: quatro amigos que amam a vida sem rotinas, sem limites, que respiram essência e transpiram liberdade. Destino: Botswana, um país onde o Homem ainda não pintou fora do risco, onde passamos a ser meros espectadores de uma encenação grandiosa. E aqui começa o sonho: depois de atravessarmos o árido e solitário deserto do Kalahari chegamos ao delta de Okavango, onde somos surpreendidos por um verdadeiro tesouro natural. Uma explosão de cores onde terrenos alagadiços, canais, lagos e um sem fim de braços de rio figuram numa aguarela que nos deixará encantados. Quando finalmente conseguimos recuperar o fôlego após tamanha emoção partimos para conhecer aborígenes e o seu projecto na comunidade Dqae Qare onde fazemos uma caminhada no mato, aprendendo a conhecer e a respeitar a mais bela forma de amor à Mãe Natureza. Na manhã seguinte fazemos safaris em veículo todo-o-terreno mas também exploramos os canais do delta do Okavango em canoa, deslizando ao longo de margens onde crescem papiro, caniços e palmeiras e observando grupos de animais bebendo na margem. Sentimos com emoção o pulsar de África e os seus intensos sons, os céus imensos que se tornam alaranjados no fim do dia, a visão da savana alargando-se a perder de vista e o cheiro da terra. Subitamente, tudo isto começa a fazer parte de nós, como se tivéssemos estado ali a vida toda! No último dia chegamos a Livingstone onde, ao contemplar as surpreendentes cataratas Vitória, uma lágrima cai pelo meu rosto ao mesmo tempo que um pensamento se ocupa de mim: que maravilhoso é estar vivo! Esta foi, sem dúvida alguma, a viagem da minha vida.
José Freitas - Alfena
Uma viagem ao princípio e ao fim do mundo! A frase poderá parecer um pouco poética, lírica ou até melodramática mas a verdade é que existe um lugar assim. Nos confins do Quénia, perto já do Sudão e da Etiópia, nas imediações do Lago Turkana, o lugar é assim. O fim do mundo é aqui! Pela sua inacessibilidade e distância da civilização, pelo povo Turkana que sei parecer viver ainda a séculos de distância, pela paisagem lunar que relembra outro planeta. É também o princípio do mundo, ou pelo menos da humanidade, porque é daqui que nasce a mais antiga pista humana. A vida é aqui tão difícil que não me admira que os nossos antepassados se tenham espalhado pelos quatro cantos da terra. Contudo, este terreno pedregoso e árido escassamente povoado, é simultaneamente dos mais belos e virgens que se podem encontrar no nosso planeta, onde os tons de pastel da paisagem desértica se entrecortam repentinamente com o azul do céu e um verde turquesa de um lago com quase duzentos quilómetros de comprimento. Um lugar surreal, onde as embarcações típicas dos pescadores Turkana são compostas apenas por três troncos atados uns aos outros e isto num lago onde abundam os enormes crocodilos do Nilo. A cidade, se se pode chamar assim, é feita de construções tão frágeis que parece um imenso campo de refugiados. Uma experiência marcante e que dará também uma dimensão humana diferente a esta viagem. Aqui não há poluição industrial, ruídos artificiais ou tecnologia. Apenas a genuinidade de uma paisagem virgem e de um povo que quase ainda vive na idade da pedra. É também por isso que lá gostava de ir, pelas paisagens mas sobretudo pela possibilidade de descobrir a alma de um povo que transportamos no nosso ADN.
Sofia Felix - Nogueira do Cravo
Olho à minha volta. Parece um sonho. Reconheço as paisagens magníficas que me circundam, a diversidade dos cenários naturais que me fascinam, a panóplia imensa de cores, cores tão vivas que parecem pintadas de fresco... é o azul do mar que se funde com o verde da floresta ao seu redor, o cor-de-rosa da flor, o amarelo da borboleta, o vermelho maduro da melancia... Escuto. Parece um sonho. É o ruído do frenesim de uma capital que vive acelerada 24 horas por dia. É o cantar das ondas que nos embala à noite e o grito assustador dos macacos que nos desperta antes mesmo do sol raiar em Montezuma. É o barulho ensurdecedor das águas das cataratas La Paz que nos deslumbra com a sua imensidão. É o "som do silêncio" que se faz num qualquer parque nacional enquanto se vislumbra ao longe (ou nem tanto) mais uma espécie rara. É o sussurrar de um vulcão majestoso como só o Arenal consegue ser. É o "Pura Vida"que por toda a parte se ouve sair fluente das bocas de quem partilha connosco o paraíso onde habita, sem uma ponta de egoísmo, antes com um sorriso nos lábios... Parece um sonho. É a aventura, é a emoção, são as sensações e experiências que só conhecerei verdadeiramente quando vir e ouvir tudo isto ao vivo... Parece um sonho. E não é que é mesmo? É a Costa Rica. É a minha viagem de sonho
Anita Silva - Barreiro
O meu destino de sonho é Cuba. Uma ilha perdido no Atlântico com água cristalina e, de cor azul-turquesa que vai salpicando a areia branca e deslumbrando quem a aprecia, uma paisagem tão perfeita que acabou por me deixar rendida. Foi, e ainda vai sendo, cenário de vários filmes, inspiração de muitos escritores, palco de arrebatadoras paixões, em mim despertou, o interesse e a curiosidade no sentido de explora-la. No meu imaginário vou deambulando pelas ruas cheias de artesanato, mergulhando no mar e descansando na vegetação plantada ao largo da costa. Tenho lido ao longo do tempo que o grande trunfo daquele país é "as gentes cubanas" que apesar do regime e de todos os reveses que a vida lhes vai pregando mantêm sempre a alegria e o sorriso estampado no rosto! Uns dias de pura aventura e exploração em Cuba... esse é o meu sonho! Acordar com o barulho do mar, deliciar-me com a gastronomia, provando novos sabores e apurando o paladar. Passear nas plantações de tabaco, diz-se por ali que se faz "fumo de boa qualidade", um elogio que é de se esperar, ou não fossem ali produzidos os tão famosos charutos. Procuro o cheiro do rum e tomo um copo, daquele maravilhoso odor que impregna a ilha. Faço um passeio nos carros antigos como o Chevrolet da década de 50, que me faz regredir no tempo e saborear sensações e momentos de outras épocas. Paro num bar para sentir o aroma das bebidas típicas e ouvir a música tradicional cubana, é aí que me encanto com a salsa, não resistindo a dançar um pouco. Vagueio pelas ruas de Havana Antiga e imagino os tempos da colonização. Troco dois dedos de conversa com os locais. Ragatei-o recoradações. Guardo de cada canto uma memória! Faço mergulho e deleito-me a diversidade das espécies. Tiro dezenas de fotografias e esboço de cada paisagem um magnífico cartão postal. Cuba permite-nos isso! Termino a minha viagem apreciando o esplendoroso pôr-do-sol enquanto em fracções de segundo relembro as imensas lembranças que de lá levo!
Margarida Fonseca - Costa de Caparica
A viagem da minha vida seria, sem dúvida, a Nova Iorque. Porque é uma cidade esmagadoramente...tudo! Tão vasta, tão interessante, tão bonita e luminosa, de tal forma que me seria difícil saber por onde começar, e ainda mais difícil saber por onde voltar ao hotel. Avenidas com números, edifícios com nome, bairros, zonas, cidades dentro da própria cidade. Tudo isto me fascina, tudo isto me dá uma vontade enorme de para lá ir e de lá me perder. De vista. Atrai-me o estilo de vida da Big Apple, um estilo de vida por habitante. Não é preciso ir ao Empire State Building, à Estátua da Liberdade, aos restaurantes da moda,`aos grandes armazens nem mesmo entrar em Manhattan, bastaria olhar Nova Iorque de fora, tenho a certeza que com os meus amigos, a beleza da cidade, um Cosmopolitan numa mão e a camera fotográfica na outra teríamos a viagem das nossas vidas. Não estou de modo algum a rejeitar passar por todas essas experiências fantásticas, aliciantes e que me fazem ficar ansiosa só com a possibilidade de lá ir, mas não peço muito. Peço por me divertir imenso, por conhecer mais, por estar naquele que é o Estado americano mais popular, e que tanto gostamos de ver nos filmes, peço-o perto de mim, só para eu saber que está a um taxi de distância. E não é que de certeza que me metia nesse taxi? Claro que sim, nunca ia desperdiçar a oportunidade! Eu e os meus amigos, prestes a descobrir a cidade que mais vale ser descrita como um Universo. Estava a esquecer-me de um ponto importante, aquele pontinho que tantas vezes visito pela Internet, o Central Park! Quase vejo os esquilos a roubar comida Piquenique que faria com os meus amigos! E as lojas, ai as lojas seriam sem dúvida uma perdição! Não há caracteres disponíveis para descrever tudo o que eu queria visitar na cidade, nem para descrever todas as gargalhadas e expressões de admiração que iriamos expressar. Há apenas o sonho, que não cabe nesta história, e a cidade, que não caberia em toda a Internet. Ai, quero tanto, tanto!
Filipa Lajoso - Rinchoa
A minha viagem de sonho seria a Nova Iorque. Viajar até á cidade que nunca dorme, seria de certo a melhor maravilha do mundo. Conhecer Nova Iorque e os seus dias azuis de Inverno, no Outono com folhas a cair douradas... concertos ao ar livre no verão e a primavera repleta de flores. Nova Iorque para passear, para curtir, para namorar, para descobrir os museus, o Central Park, os restaurantes inesquecíveis, as melhores lojas...enfim a capital do mundo, o centro de tudo, uma cidade vibrante e irresistível. É uma cidade que no fundo todos já conhecemos dos filmes é a cidade cheia de encantos mágico é uma espécie de Déjà vu. Tudo nos parece familiar, os táxis amarelos o fumo característico que sai das condutas do metro, os edifícios... O certo é que já os vimos, já conhecemos quase ao pormenor alguns bairros, as cores, os hábitos e do movimento da cidade, de tantos os filmes que forem feitos. Iria sentir-me uma verdadeira estrela de cinema ao passear em Manhattan no Central Park, o parque mais famoso de Nova Iorque, onde poderia usufruir de imensas coisas, de desportos, jardins, do lago e playgrounds, alem de um Shopping Center e de um Zoológico. Visitava ainda o Metropolitan Museum of Art que até onde á pouco tempo vi o Ben Stiller no filme "Á noite no Museu".Aproveitava e conhecia de perto o desporto mais famoso em Nova Iorque, o basebol, e também o basquetebol os grandes da NBA. Entrava no New York City Subway, onde tem o sistema metropolitano mais extenso do mundo. Ir até ao porto de Nova Iorque onde esta situada a estatua da liberdade. Olhar também para o coração de Manhattan e dar de caras com o Empire State Building com mais de 400 metros e ver ainda na 5º Avenida, a Catedral de St. Patrick. Conhecer Apollo Theater onde se estreou o rei da pop Michael Jackson. Passear de noite e passar em frente ao Times Square, onde decerto a grande magia é a iluminação dos cartazes coloridos da Broadway... Enfim um sonho numa só cidade, onde a vida se vive fluentemente...
Sandra Barbosa - Queluz
A viagem da minha vida seria na companhia dos meus companheiros de aventuras: o meu marido, e os meus 2 filhos. O país seria o Egipto (Cairo e arredores). Sempre nos fascinou, com as suas majestosas pirâmides, as belas paisagens, o povo misterioso, música e os cheiros que nos envolvem para uma atmosfera mística, de aventura e romântica. Uma história das mil e uma noites. A aventura começaria mal aterrássemos neste país encantado. Iríamos directamente visitar os nossos aposentos, dignos de verdadeiros árabes. Um hotel árabe. As paredes teriam pinturas típicas, e teria um pátio rodeado por palmeiras, onde o perfume a chá pairasse no ar e nos envolvesse. Tomaríamos um banho relaxante e iríamos descansar um pouco nas camas cobertas com lençóis a cheirar a jasmim. Nessa noite, jantaríamos no hotel. Seriam servidas deliciosas iguarias árabes e assistiríamos a uma envolvente dança do ventre. No dia seguinte começaria a verdadeira aventura. Logo pela manhã um casal árabe entregaria-nos um mapa a cada um. O "mapa do tesouro". Neste mapa, estaria descrito o percurso das nossas visitas para esse dia, com pistas para encontrar-mos vários tesouros. O prémio para quem mais tesouros encontrasse seria uma agradável surpresa. Entretanto, a nosso percurso começava. Iríamos visitar as místicas pirâmides, o vale dos Reis e o vale das Rainhas, com os seus túmulos secretos. De seguida iríamos dar um passeio de camelo, esses animais sagrados. Por último, iríamos visitar o típico mercado, cheio de cor, alegria e objectos lindos. Beberíamos também um delicioso chá, rodeados por pessoas encantadoras. Durante a aventura, os tesouros que coleccionámos eram, nada mais nada menos, refrescantes e deliciosas latas de 7UP! Fantástico, pois fomos saciando a sede, ganhando novas energias para continuar e ainda oferecemos algumas às pessoas que passavam. O prémio seria uma relaxante massagem árabe.
Joana Macieira - Leça da Palmeira
A viagem da minha vida teria de ter como componentes indispensáveis um destino exótico, muita aventura e, claro, uma óptima companhia. Começaria a partir de Lisboa, de onde apanhava o avião para Salvador da Bahia. Uma vez lá, tirava uma semana para me perder no seu sol quente, nas extensas praias, na música alegre e no povo acolhedor. Seguidamente, partia para Manaus, de onde apanhava o barco que me levaria até ao escondido coração da Amazónia, onde ficaria num qualquer hotel de selva. Passaria os meus dias a conhecer num pequeno barco toda a região, vendo o sol a nascer sobre o rio de manhã, sentindo toda a vida selvagem à minha volta. Andaria pela selva tentando conhecer os seus segredos, nadaria no rio com os botos vermelhos e com os tucuxis e prendia pequenos bocados de carne em canas de pesca de madeira para tentar apanhar piranhas, que posteriormente soltava novamente no rio. À noite, perscrutava as margens com o olhar, tentando encontrar pares de pontos vermelhos no escuro, indicativos da presença de crocodilos a observarem-me na solidão da noite. Visitava aldeias de caboclos e bebia da sua sabedoria sobre a história daquela terra, enquanto observava os seus costumes e tradições. Aprendia como se processa o tratamento da mandioca e como se adquire das árvores a borracha. Finalmente, voaria de helicóptero sobre a zona, observando a Estação Ecológica das Anavilhanas, e terminaria observando a junção entre o Rio Negro e as águas barrentas do Rio Solimões, fenómeno conhecido como a junção das águas. Assim, voltaria para casa com a bagagem múltiplas vezes mais pesada: cheia de alegria, deslumbramento, cultura e memórias lindas de todas as pessoas amistosas com quem me fui cruzando. Feliz, mas contrariada, por deixar para trás este autêntico paraíso na Terra.
Karina Carvalho - Porto
Reina a boa disposição, as conversas cruzadas sobrepõem-se umas às outras a gargalhada ouve-se ao longe estamos todos excitados, não é para mais pois os próximos dias será de pura adrenalina, muita aventura e diversão de sobra!!! Acabamos de aterrar no aeroporto de Nova Delí, são 17h locais, a baforada de ar quente e a mistura dos cheiros intensos abre-nos o apetite. Queremos fazer tudo em simultâneo, mas 1º vamos ao hotel deixar as malas. É a nossa 1º noite na Índia, estamos todos excitados, queremos experimentar de tudo! A Karina não larga a máquina fotográfica, tudo é motivo para mais uma foto! Ficamos 2 noites a conhecer a cidade, a visitar os monumentos os palácios e mesquitas, toda aquela arquitectura nos fascina! As iguarias saciam-nos o apetite mas é a mistura maravilhosa de culturas que nos preenche. De comboio o nosso próximo destino é na fronteira com o Nepal, um templo budista perdido no meio da mata, vamos fazer um retiro espiritual! É apenas uma noite de meditação e introspecção mas o suficiente para recarregar baterias e respirar fundo o ar puro dos Himalais. A própria viagem de comboio é uma aventura, conhecemos imensa gente, jovens viajantes de todo o mundo que andam de mochila às costas sem destino. De seguida rumamos ao Taj Mahal, pois ir à Índia e não conhecer o maior símbolo do amor é como ir a Roma e não ver o Papa. A nossa viagem termina em Goa, nas praias paradisíacas, lugar que parece que ainda não foi descoberto pelo Homem. Ficamos numa cabana, típica da zona. É praia e festinhas à volta da fogueira! O mar é maravilhoso, a praia nem se fala, o relax é total! Passamos os dias a pescar, a surfar, a fazer mil e uma macacadas, beber "mohitos" ou caipirinhas e a comer as iguarias. No final trazemos tantas recordações, tantas fotos para mais tarde recordar e o principal é que voltamos com a certeza que férias como estas acontecem uma vez na vida!
Joana Oliveira - Amadora
Muita festa, muita moda, muita cultura! O sonho é Paris, a Cidade Luz. Desde há já bastante tempo que me imagino nas ruas de Paris, especialmente influenciada pela quantidade de maravilhas que oiço dizer da cidade, a sua vida, beleza e particularidades que fazem deste um sítio cheio de encantos a descobrir, (quem sabe, talvez por mim!). Imagino, sobretudo, a animação e energia inesgotável da cidade, a sua vida constante, dia e noite. Sendo eu uma ex-aluna de História da Cultura e das Artes, Paris é sem dúvida uma cidade de sonho pela quantidade de cultura,arte e história constatável ao longo das ruas, nos museus, nos edíficios, nas atracções de rua presentes por todo o lado. Quero o meu quadro pintado ao pé da Sacré Coeur, quero ter o orgulho de puder dizer que subi à Torre Eiffel, quero passear pelo Rio Sena!Quero,quero,quero! Apreciar a moda numas das lojas mais famosas do Mundo. Claro que também não pode faltar a visita ao Louvre, ao Arco do Triunfo, o Moulin Rouge, entre muitos outros sítios. Passear pelas ruas e ir descobrindo novas curiosidades, pequenos detalhes.Quero encher-me de crepes e croissants doces acabados de fazer. Quero sair aos locais mais "in" e divertir-me até de madrugada. Explorar como uma criança a Disneyland! Hei-de descobrir Paris, vivê-la, sentir e conhecer o seu cheiro. Quero experimentar a sua vida, o dia e a noite. Anseio conhecer novos caminhos, conhecer novas pessoas, experimentar isto e aquilo e ir ali e acolá. Quero ser uma viajante do mundo, a encontrar o meu rumo. O próximo destino, Paris.
Bárbara Gonçalves - Vila Verde
Observar e sentir a minha liberdade! Era a base de tudo o que eu mais desejaria fazer nessa viagem. Sentir o vento a bater na cara, a chuva a cair no corpo, o sol a dificultar-me a visão, o nevoeiro a fazer-me sentir nas nuvens, o frio a causar arrepios e o calor a aquecer a minha vida! Poderia ser um pântano, um oásis, uma cidade agitada, uma selva, uma ilha paradisíaca, um parque de campismo, uma montanha, ou até mesmo um deserto... porque tenho a certeza de que espírito de vida e diversão seriam elementos inesgotáveis. Tudo, eu era capaz de transformar de acordo com aquilo que sentisse que me apetecia nesse momento! Num dia de chuva era capaz de me atirar ao mar, num dia de sol era capaz de ir em busca de neve numa grande montanha, com uma tempestade era capaz de passear no deserto, numa cidade repleta de lojas era capaz de descansar num minúsculo jardim, numa selva era capaz de passar horas num computador, num parque de campismo era capaz de usufruir dos maiores luxos... E tudo isto, porque, comigo e com o mesmo sentido de liberdade, estariam aqueles que eu mais adoro por serem tão iguais e tão diferentes: os meus três melhores amigos! E, pode parecer estranho, mas, sentir-me-ia orgulhosa se um dia conseguisse dizer aos meus amigos: "Este foi um excelente capítulo, da grande viagem que é a nossa vida!".
Tiago Pinto - Cascais
Acordo numa cama de rede dentro de uma grande auto caravana improvisada. À minha volta, um sujeito que desconheço mas que me sorri docemente e três amigos maravilhados com o cenário que nos rodeia. O sol está se quase a pôr, sobre um mar turquesa criando uma mistura de tons alaranjados em toda a volta. Por entre árvores de fruto, vegetação abundante, fauna colorida, cascatas e riachos transparentes vive uma civilização imponente, mas em perfeita harmonia com a natureza que a hospeda. «Hey, onde raio estamos?» perguntei. «Venúpia, civilização ancestral, considerada pelos poucos que a conhecem a mais perfeita, autosustentável e justa em todo o mundo. O sítio onde estão, é conhecido apenas por uma pequena percentagem dos terrestres, na sua maioria ambientalistas e ecologistas radicais. Deste pequeno grupo de pessoas, menos de 3% sabem como chegar aqui. A civilização de Venúpia foi dada a conhecer pelos Venúpes ao mundo ao qual chamamos "ilusoriamente civilizado" em 1977,através de um grande activista de causas sociais e de defesa do ambiente que hoje em dia é habitante deste paraíso. Este senhor foi contactado por um venúpe no seguimento de um projecto que se iniciou nessa altura em Venúpia para a transformação do "mundo ilusoriamente civilizado".Assim foi necessário cooperar com habitantes desse mundo. O projecto consistiu em dar a conhecer a nossa civilização, os seus modelos sociais e de subsistência para depois serem aplicados. E como é que isto tudo começou? Foi no século XVII quando um grupo de visionários descontentes e receosos com o rumo mundial resolveu fazer esta civilização á margem. Caminhemos por Venúpia.» Seguimos por ruas onde a natureza e a civilização se fundiam de forma harmoniosa e a felicidade e o bem estar se respirava e sentia no olhar das pessoas. Eu e os meus amigos olhámo-nos com a cumplicidade de quem contempla a perfeição e mergulhámos nela. Absorvemos tudo que nos foi transmitido e voltámos ao mundo ilusório depois desta grande viagem, com a certeza de sermos maiores.
Maria Madeira - Valverde
Dizem que o sonho comanda a vida...eu, comando a vontade de os realizar! Há muito que persigo o desejo de conhecer Il Belpaese - a Itália. A sua beleza ímpar, a variedade das suas paisagens e o valor do seu património artístico deixam-me extasiada. Não sei por onde continuar, mas não hesito em começar pela cidade eterna - Roma. Quando aterrar no aeroporto Fiumicino aí sim acreditarei estar a sonhar. O nervoso miudinho nem me deixa interpretar o mapa da cidade. Enquanto preparo a máquina fotográfica, e aguardo que o meu namorado decifre as coordenadas, sinto-me levitar. É inevitável começar pela Praça de São Pedro e respectiva Basílica, onde a história, a arte e a doutrina se misturam de uma forma sublime e poderosa. Serei mais uma turista e peregrina entre tantos milhares a ficar agarrada, para sempre, àquele momento. Com as emoções ao rubro sigo ansiosa por descobrir o grande símbolo do Império Romano, o Coliseu, e confirmar porque razão é uma das sete maravilhas do mundo. A noite há-de chegar, mas apesar do cansaço, a excitação fala mais alto. Adormeço a desejar que o despertador toque logo de seguida. Quero caminhar pela Via Appia e misturar-me com a natureza, ruínas, igrejas, basílicas capelas e muralhas. De costas para a Fontana di Trevi, lanço uma moeda e pedirei que o sonho não termine tão depressa. Na Piazza di Spagna seremos mais quatro a acrescentar à multidão que preenche a praça. (Entretanto preciso de ir ao hotel carregar novamente a bateria e trocar os cartões de memória da máquina fotográfica). Para desfrutar da natureza em estado puro a Villa Borghese é paragem obrigatória. E para pessoas apaixonadas como eu, nada é mais apropriado que um passeio pelo Monte Gianicolo. Depois de um momento a dois, e porque Mangiare, na Itália, é sagrado, adivinha-se um manjar dos deuses, quem sabe no Il Laureti, e uma noite bem animada num dos muitos bares da cidade.r /> Deixo Roma para trás mas vou continuar a sonhar porque o sonho é uma constante da vida!
Vanda Martins - Vila Real de Stº António
Dizem que o que consta ser o primeiro registo europeu conhecido deste idílico arquipélago, localizado no Oceano Índico, foi elaborado pelo Almirante português Vasco da Gama. Que foi palco de mercadores árabes, colonizadores franceses e britânicos, até que em 1970 lhe foi concedido um estatuto de autonomia. Que as suas ilhas são líderes mundiais em questão de turismo sustentável, sendo um caso se sucesso de protecção de fauna e flora, e que as suas águas azul-turquesa abraçam areais finos e alvos. Não merecerão os grandes amigos, aqueles que estão sempre presentes e em quem depositamos grande estima, partilhar deste cenário? É uma quimera? Talvez. Mas também uma certeza e um objectivo de vida: viajar até às ilhas Seychelles. Um dia, mergulharemos nas suas águas mornas e límpidas, extasiados com o espectáculo de milhares de peixes coloridos a esgueirarem-se por entre formações coralinas. As nossas peles mudarão para uma tonalidade, com certeza bem mais escura, à medida que o Sol nos envolver com os seus raios calorosos. Calcorrearemos até à exaustão e talvez consigamos observar um papagaio-preto-das-seychelles, o pássaro nacional do país, ou as tartarugas gigantes-de-aldabra. No meio da luxuriante vegetação, poderemos encontrar o coco-do-mar, espécie de palmeira que apenas se encontra nas ilhas de Praslin e Curieuse, e descansar à sua sombra. Na praia de Source d'Argent, imortalizaremos o momento através de uma miríade de fotografias. Sabem, daquelas tipo "postal"? Das que são iguais às imagens das revistas, mas connosco lá a provar que lá estivemos. Das que, por certo, servirão de fundo no ambiente de trabalho do nosso monitor, durante o resto do ano e que, lá no fundo, no fundo, provocarão nem que seja uma pontinha de inveja a quem para lá der uma espreitadela. E cada vez que o usarmos, esboçaremos um sorriso e relembraremos esses momentos tão prazenteiros de uma viagem que já deixa saudades quando ainda estamos na viagem de regresso, com o coração extasiado, a cabeça repleta de lembranças e mais ricos em experiência: a viagem de uma vida...